Ainda sobre a vacina da rubéola

Eu recebi dois comentários, além de ver vários posts em outros blogs e e-mails, devidamente encaminhados à caixa de SPAM, dizendo que a vacina da rubéola é, na verdade, um agente esterilizante, que é uma política da unesco pra esterelizar o povo brasileiro, blablabla… Gente, desculpa, mas eu deleto esse tipo de coisa quando chega aqui. O blog é a minha casa e, na minha casa, eu não deixo ninguém falar besteira sobre saúde. Ainda mais besteira DESSE TAMANHO, que pode ter tanta conseqüência ruim.

O Philipe, do Mundo Gump, escreveu um post super esclarecedor sobre essa lenda urbana monstruosa. Um pequeno pedacinho (mas vale a pena você clicar aqui para saber, tin-tin por tin-tin, porque essa história não tem nada a ver):

[...] você acha que uma esterilização em massa nessa proporção não geraria um caos econômico pro país? Como ficam escolas, a Jonson&Johnson e todos os milhões de estabelecimentos, fábricas, produtos e setores que dependem da natalidade para viver?[...]

Então, o fato é: Tome a porcaria da vacina. Não caia nesses emails de pessoas ingóbeis nem repasse estas porcarias de hoax antes investigar um pouco. Repassando esses emails de hoax, VOCÊ estará contribuindo para disseminar o MEDO em pessoas que por culpa do SEU email alarmista-conspiratório não se vacinarão e que poderão infectar grávidas, resultando em crianças abortadas ou com má formação congênita e a culpa será INTEIRAMENTE SUA!

Ele disse tudo. Ele explicou tudo. Inclusive a história da Argentina, do HCG, tudo. Se você, mesmo assim, não acredita e não vai querer tomar a vacina, problema é seu. Só fica longe de mim, e de todas as garotas que eu amo, quando uma de nós estiver grávida.

[Sim, isso me deixa MUITO, mas MUITO MUITO MUITO enfurecida. No próximo post, voltaremos ao estado de humor normal.]

4 Responses to “Ainda sobre a vacina da rubéola”

  1. Carol Says:

    Carla, mais uma vez adorei o post.

    Não sabia desse povo falando contra a campanha de vacinação, e nem tinha me ligado nessas coisas. Por sinal muito absurdas.

    Como você sugeriu, fiz meu post sobre a campanha, segue o link
    http://carolcarolcarolcarol.blogspot.com/2008/08/doe-sangue-e-se-vacine.html

    Só ainda não tomei a vacina pois quero doar sangue antes, caso contrário só depois de 1 mês…
    rsrs

    Sucesso!

  2. cello Says:

    vc citou q ele disse sobre a argentina..
    nao teve fato esclarecedor sobre a argentina no blog dele.
    ele apenas disse q nao foi assim e ponto.

  3. Anna Luisa Says:

    Eu acessei esse site, que é do OPAS, Organização Pan Americana de Saúde, e eles dão um parecer bem bacana sobre esses rumores de que a vacina esterilizaria a população brasileira. Eu duvido muito que uma campanha tão séria tenha fins como abortos ou uma população estéril.

    Dêem uma olhada no link: http://www.opas.org.br/mostrant.cfm?codigodest=381

    E no site Oficial da Campanha também tem informações que justificam a campanha, a situação epidemiológica do Brasil e por aí vai. Vale a pena dar uma olhada também; http://www.brasillivredarubeola.com.br/plano_acao.php

  4. Anna Luisa Says:

    Carla, adorei o post também, recebi um email do Ministério da Saúde, após ter solicitado uma resposta pelo fale conosco e me responderam assim:

    A vacina da Rubéola não provoca infertilidade.
    Ao contrário, ela traz mais segurança para as pessoas que ainda terão filho.

    Tendo em vista que ajuda a prevenir a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), que pode ocorrer nos bebês, quando as mulheres grávidas pegam Rubéola.

    De maneira nenhuma está campanha serve para esterilizar a população em idade fértil.

    Esta é apenas uma estratégia criada pelo Ministério da Saúde para livrar a população da Rubéola, assim como fez com a Paralisia Infantil e com o Sarampo.
    Todas as informações necessárias sobre a campanha, para tirar este tipo de dúvida, estão em nosso site http://www.brasillivredarubeola.com.br , na área de “Plano de ação”.

    Neste ícone também constam o custo da campanha, os números de casos da doença e outros dados que possam interessar.
    Todas estas informações são públicas e estão abertas a todos, desde o primeiro dia da campanha.

    1) A vacina contém algum agente esterilizante?

    Não. A vacina DV, a ser utilizada nesta campanha é composta pelos vírus atenuados da rubéola da cepa Wistar RA 27/3M e pelos vírus atenuados da cepa Edmonston Zagreb do sarampo, cultivados em células diplóides humanas. Oriunda do laboratório Serum Institute of Ìndia Ltd. foi adquirida por meio do Fundo Rotatório da Opas. A vacina TV, a ser utilizada nesta campanha, contém as cepas Wistar RA27/3 do vírus atenuado da rubéola, Schwarz de sarampo e RIT 4385 derivado da Jeryl Lynn do vírus da caxumba, cultivados em células diplóides humanas. Oriunda do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    2) Qual a situação epidemiológica da doença no país?

    No ano de 2006, a partir da Semana Epidemiológica (SE) 33, houve aumento significativo do número de casos confirmados de rubéola. Os surtos ocorreram nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. A disseminação do vírus ocorreu por todo o ano de 2007 afetando 20 dos 27 estados, totalizando 8.156 casos confirmados, distribuídos principalmente nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste (Figura 5). O vírus identificado foi do genótipo 2B.

    Com relação à ocorrência de casos de SRC (Figura 6), a taxa mais elevada (3,3 por 100.000 crianças menores de 1 ano de idade) foi em 2001 com 72 casos confirmados. As estratégias de imunização para MIF reduziram o número de casos de SRC, entre os anos de 2002 a 2006, porém, em 2007, 12 casos foram confirmados pelo critério laboratorial.

    3) Qual o fornecedor da vacina?

    Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    4) Porque existe um público-alvo diferente em algumas regiões?

    Para definir a meta da campanha em cada município ou bairro (dependendo do porte) serão utilizados três formulários: (1) o formulário para população residente; (2) o formulário para população institucionalizada; e (3) o formulário para população em trânsito.

    Formulário para população residente

    - Refere-se à população que reside no município, por localidade, cuja base são as projeções oficiais de população do município fornecidas pelo IBGE. Nos municípios com 100% de cobertura do PSF comparar os dados com os do Siab.
    - Em todas as UF a população de 20 a 39 anos deverá ser desagregada por sexo e idade, considerando grupos de idade: 20 a 29 anos e 30 a 39 anos.
    - No MA, MT, MG, RJ e RN a população de 12 a 19 anos também deverá ser desagregada por sexo e faixa etária, considerando os grupos de idade: 12 a 14 anos e 15 a 19 anos.
    - As mulheres que estiverem grávidas durante o mês da campanha serão vacinadas imediatamente no pós-parto ou pós-aborto. Por isto, é necessário conhecer o total de grávidas estimadas* no município para calcular quantas mulheres estariam nesta situação durante o período da campanha para disponibilizar as vacinas nas maternidades ou nas unidades de saúde.

    Formulário para população institucionalizada

    - Refere-se à estimativa da população que se agrega em instituições/organizações por motivo de trabalho, estudo, lazer, convivência ou outro, ou seja, é o quantitativo de pessoas que serão vacinadas em instituições/organizações a exemplo de empresas, escolas, universidades, serviços de saúde, presídios, conventos, quartéis, dentre outros.
    - Para obter essa população a coordenação da campanha deverá solicitar as informações formalmente ou coletar o dado em visita às instituições/organizações. Nessas ocasiões é importante identificar o melhor horário e dia para realizar a vacinação.
    - Por meio deste formulário também pode ser verificado os faltantes à vacinação e se é necessário nova visita à instituição/organização.

    5) Porque vacinar quem já teve a doença ou já foi vacinado?

    O caráter da campanha de vacinação é de realizar a eliminação da circulação do vírus da rubéola no País, assim a mesma deverá ser realizada de forma indiscriminada para a população alvo. Existem muitas doenças com manifestações idênticas à rubéola, pelo qual o antecedente de enfermidade exantemática não indica que a pessoa teve rubéola. A vacina é muito segura e a pessoa vacinada sempre terá um benefício: se não estiver protegida ficará imunizada e se já está protegida, reforçará seu nível de imunidade, tanto para rubéola como para sarampo.

    Confesso que fiquei BEM mais aliviada com essa resposta. E tem mais justificativas da Campanha no site http://www.brasillivredarubeola.com.br/plano_acao.php

    É bem interessante.

    Carla, se puder postar esse email aqui também no seu blog, considero bem completa a resposta.O que acha?

    beijos!

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