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Dica rápida: limpando o sofá com vinagre

Friday, January 18th, 2008

Férias, preguiça, tempo ocioso e você resolve fazer uma maratona do seu seriado favorito para passar o tempo. Ou então assistir Curtindo a Vida Adoidado pela nonagésima quinta vez. Prepara a cena: sofá, almofada, pipoca doce e refrigerante. Passa a noite no sofá e vai dormir capengando, nem olha o que ficou para trás. No outro dia, tchanam! Uma manchona horrorosa de chocolate no sofá quase-branco da sala que você recém mandou lavar. O horror, o horror, o horror! E agora, quem poderá te defender? (Esse post foi baseado em fatos reais.)

Ele, o super herói da cozinha, aquele tempero que poderia muito bem ficar na seção dos produtos de limpeza: O VINAGRE! Umedeça com água e detergente uma escovinha macia e limpe a mancha. A sujeira vai sair, a mancha não. Então, pegue um paninho (de preferência branco) , umedeça uma pontinha e coloque vinagre branco (se você colocar vinagre tinto, vai manchar ainda mais). Não tenha medo do cheiro, depois que secar, ele some. Passe o paninho com vinagre em cima da mancha e vá escrever um post.

Dê um tempo e volte lá: Secou? Já sumiu a mancha? Aqui em casa funcionou!

Cuidado: eu fiz isso aqui em casa, num sofá de tecido branco e fibra natural. Eu não testei essa dica em fibras sintéticas ou coloridas e não garanto o resultado!

O meu mini-jardim

Tuesday, December 18th, 2007

Passei minha infância em uma casa grande, com quintal e cachorro. No quintal tinha pé de de cereja-do-rio-grande, ameixinha, araçá e jabuticaba. Sem falar na caixa de abelha jataí, no galinheiro de galinha garnizé (que foi desativado antes dos meus cinco anos e primeiro virou viveiro de periquito australiano, mas acabou estufa para flores), no canaril, onde moravam alguns canários frisados parisienses e nos meus cachorros. E eu nem comecei a falar do orquidário, dos agapornis e calopsitas, do pixoxó e do pintassilgo. Era um quintalzão, com balanço e casa de bonecas. E horta.

Meus pais sempre cultivaram a horta do quintal. Pelo menos uns temperinhos, almeirão e couve. Às vezes apareciam por lá uns pés de sálvia, outros de malva, uma touceira de alecrim (aquele dourado, que nasceu no campo, sem ser semeado). A gente também plantava alface, cenoura, espinafre, essas coisas boas de comer na hora em que são colhidas.

Passa o filme. Eu cresço. Meus pais mudam para a fazenda e eu venho morar no apartamento.

Quando eu cheguei aqui, a floreira que fica na minha janela tinha umas florezinhas. Mas, coitadas, morreram secas. A combinação do vento de Cascavel com o vento da minha cabeça, que me fazia esquecer de regar as plantas todos os dias, foi letal. Até que meu pai, médico de plantas, resolveu tirar as plantas daqui e levar lá para a fazenda, para ficar no hospital de plantas da minha mãe. Nem preciso falar que, plantas espertas que são, elas nunca mais quiseram voltar e eu fiquei “sem nenhum verdinho”, como diz minha mãe.

Às vezes, eu empresto uma orquídea lá da minha mãe e trago para cá, para fazer companhia e enfeitar a casa. Mas só enquanto estão floridas: apartamento é um ambiente hostil para plantas, sabe? Muito melhor ficar lá, na companhia de muito verde. (Muitas vezes eu também preferiria ficar lá.)

Mas a falta de verde cansa. Quantas vezes eu estava com um molho de tomates lindo, pedindo umas folhinhas de manjericão e me obriguei a usar manjericão seco. É bom, mas não é a mesma coisa. Ou então aquela batata salsa molinha, pedindo uma salsinha. Não vou nem falar do alecrim para o arroz, da sálvia no frango. Ou daquele chá de malva que certamente daria um jeito na minha garganta…

As minhas jardineiras

Foi aí que eu resolvi: num lampejo de vontade eu fui até a floricultura comprar mudinhas. Para minha surpresa, uma muda lindona de manjeiricão custa menos que um macinho judiado no supermercado. Comprei manjericão, poejo, hortelã e salsinha crespa. Ainda falta alecrim, cebolinha, orégano e manjerona. E sálvia. E malva….

Pena que meus pés de almeirão e de couve vão ficar na vontade, bem como o meu pézinho de limão. Mas já que eles não vem, eu fico com minhas jardineirinhas. Minhas ervinhas ainda são bebês, mas já me dão muita alegria.

Quer fazer você também uma jardineira de ervas?

Você vai precisar de:

  • 1 jardineira (ou vaso grande) com furos no fundo para drenagem
  • Pedaços de carvão ou seixos rolados grandes
  • Terra
  • Húmus
  • Mudas das suas ervas favoritas (você também pode plantar de sementes, mas demora mais)

Faça assim:

  1. No fundo da jardineira, coloque os pedaços de carvão ou os seixos, para facilitar a drenagem da água;
  2. Sobre o carvão, coloque a seguinte mistura: uma parte de húmus, duas partes de terra.
  3. Faça covinhas na terra (com uma pazinha de jardinagem, ou uma colher grande e uma faca de ponta) e transfira as mudas para essas covinhas, sempre preservando os torrões de terra das raízes.
  4. Cubra os torrões com a mistura de terra, afofando bem. Regue, mas não enxarque a terra.

Nham! Manjericão!Água e sol. Se você escolheu mudas saudáveis e usou um substrato (terra + húmus) bom, água e sol na medida vão garantir o sucesso do seu mini-jardim. Cada planta tem sua necessidade de sol, mas uma regrinha é básica: se ela começar a ficar muito amarelada, mais clara do que é normalmente, é sinal de sol demais (quanto mais sol, menos clorofila, lembra da aula de biologia?); se começar a escurecer, é sinal de sol de menos (quanto menos sol, mais clorofila). Sobre a água, uma coisa eu aprendi pequenininha, com um senhor de Joinville que vendia orquídeas ao meu pai: as plantas não gostam de passar sede, mas também não gostam de ter os pézinhos molhados. Não deixe a terra seca, mas não precisa enxarcar. E, se o seu mini-jardim não vingar da primeira vez, não desista. Preste atenção ao que acontece e tente de novo. E depois venha aqui contar como foi!