Uma vida mais verde é possível?

August 27th, 2008

Salvar as baleias, a Amazônia, acabar com a queima de combustível fóssil na China. Se salvar o planeta, para você, é uma coisa grande e distante, pense de novo. É possível causar menos impacto no ambiente mudando pequenos hábitos cotidianos.

Eu decidi que 2008 seria o ano de ficar verde. E acho que estou conseguindo: não pego mais sacolas plásticas quando faço compras (ou vai pra bolsa, ou vai pra minha sacola de lona de carregar compras), reduzi o tempo e a temperatura do banho (essa é a mais difícil), estou comprando bem menos coisas (e o dinheiro está sobrando, iupi!!!), reduzi tremendamente o meu consumo de papel.

Essas mudanças tiveram um impacto positivo, no meu consumo, no meu dinheiro e na minha personalidade. Saber que eu não preciso me preocupar com quilos de papel de rascunho na gaveta do armário me deixa leve. E isso tem efeito na minha forma de ver o mundo.

Ainda tem muita coisa que pode ser feita: eu quero descobrir um jeito (leve) de carregar a água de casa para a faculdade (a água do bebedouro, lá, chega a ser branca de tanto cloro), acabar com o consumo de refris (minhas coxas também vão agradecer), desperdiçar menos comida e comprar mais orgânicos. Acabar com a tralha que me cerca, doar os livros que eu não vou ler mais, tem tanta coisa que eu posso fazer… Já comecei a doar as coisas por aí, mas ainda tem muita coisa aqui que eu não uso.

O No Impact Man publicou uma lista de quarenta passos para proteger a vida na Terra. Aí embaixo vão os meus sete favoritos:

  1. Evitar comida pronta. Entre comprar um pão ou fazer, eu faço. A não ser que o pão vá estragar por falta de boca para comer. Isso evita o gasto de energia da embalagem, o transporte, da produção industrial. Fora que fazer pão é uma delícia. Isso serve para tudo, inclusive para suco concentrado e sopa de pacote.
  2. Separe o lixo. Todo mundo sabe da importância de separar o lixo. Por que tão pouca gente separa?
  3. Coma menos carne. Eu sou filha de pecuarista, mas não posso deixar de reconhecer que a produção de carne tem um impacto ambiental alto. Se você come menos carne, diminui a necessidade de produção. Simples assim.
  4. Coma menos. Se você está acima do peso, tá guardando energia que não precisava. É, amiguinho, comer direito faz bem pra natureza.
  5. Olhe o peixe que você come. A Lúcia Malla fez um guia de consumo responsável de peixes e frutos do mar. Cação, salmão, atum: a gente vai ficar sem daqui a pouco, se continuar do jeito que a coisa vai. É melhor comer tilápia, que é macia e saborosa.
  6. Evite produtos de limpeza. Ninguém quer a casa suja, mas não precisa ter um milhão de limpantes na área de serviço. Água, vinagre, limão e bicarbonato dão conta de muita coisa, como eu comentei (por alto) aqui.
  7. Passe um mês sem comprar nada além do necessário. Você precisa comprar um sapato por mês? É, eu também não. E aquele livro que você comprou, não poderia emprestar da sua amiga? Ficar um mês sem comprar nada além do necessário (comida, combustível, material de higiene) é uma ótima experiência, e você ainda economiza pra viajar no fim do ano!

E você, cuida do impacto ambiental da sua casa? Conte pra gente como você faz isso!

Ainda sobre a vacina da rubéola

August 27th, 2008

Eu recebi dois comentários, além de ver vários posts em outros blogs e e-mails, devidamente encaminhados à caixa de SPAM, dizendo que a vacina da rubéola é, na verdade, um agente esterilizante, que é uma política da unesco pra esterelizar o povo brasileiro, blablabla… Gente, desculpa, mas eu deleto esse tipo de coisa quando chega aqui. O blog é a minha casa e, na minha casa, eu não deixo ninguém falar besteira sobre saúde. Ainda mais besteira DESSE TAMANHO, que pode ter tanta conseqüência ruim.

O Philipe, do Mundo Gump, escreveu um post super esclarecedor sobre essa lenda urbana monstruosa. Um pequeno pedacinho (mas vale a pena você clicar aqui para saber, tin-tin por tin-tin, porque essa história não tem nada a ver):

[…] você acha que uma esterilização em massa nessa proporção não geraria um caos econômico pro país? Como ficam escolas, a Jonson&Johnson e todos os milhões de estabelecimentos, fábricas, produtos e setores que dependem da natalidade para viver?[…]

Então, o fato é: Tome a porcaria da vacina. Não caia nesses emails de pessoas ingóbeis nem repasse estas porcarias de hoax antes investigar um pouco. Repassando esses emails de hoax, VOCÊ estará contribuindo para disseminar o MEDO em pessoas que por culpa do SEU email alarmista-conspiratório não se vacinarão e que poderão infectar grávidas, resultando em crianças abortadas ou com má formação congênita e a culpa será INTEIRAMENTE SUA!

Ele disse tudo. Ele explicou tudo. Inclusive a história da Argentina, do HCG, tudo. Se você, mesmo assim, não acredita e não vai querer tomar a vacina, problema é seu. Só fica longe de mim, e de todas as garotas que eu amo, quando uma de nós estiver grávida.

[Sim, isso me deixa MUITO, mas MUITO MUITO MUITO enfurecida. No próximo post, voltaremos ao estado de humor normal.]