Tomando chá com Tico & Teco

September 6th, 2008

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“Face and grace can win every race.”

Aprendi a gostar de avelãs assistindo desenhos de Tico & Teco. O empenho que eles tinham para buscar as avelãs me fez entender que essas nozes não eram simplesmente aquelas castanhas que meus pais comiam de vez em quando (e eu odiava quando era obrigada a comer uma ou duas por dia). As avelãs são as mais doces, totalmente apropriadas para uma formigona como eu.

Assim foi que, numa das trocas que eu participei, eu fiquei surpresa ao ganhar um saquinho de um chá de avelã e baunilha. Como ele tinha escrito “Caffeine Free” no envelope, foi direto pra parte de chás noturnos da minha caixinha. E ficou lá por muito tempo, até hoje, quando eu precisava de um chá para dar cara de boa noite e me preparar para a minha ceia de 30g de chocolate meio amargo (eu já falei aqui que eu adoro a minha nutricionista?).

Segundo o site do fabricante, o chá de Tahitian Vanilla Hazelnut leva: raiz de chicória, vagem de alfarroba, canela orgânica, cardamomo orgânico, gengibre orgânico, aroma natural de caramelo, aroma natural de baunilha, folhas de estévia, aroma natural de avelã, cravo da índia orgânico, pimenta-do-reino orgânica (opa!), oléo essencial de canela. Tudo isso resulta num chá doce, de sabor marcante, ótimo para quem adora uma especiaria. A pimenta-do-reino nem me causou alergia, o que é ótimo, porque eu só fui checar os ingredientes depois de tomar uma caneca.

O sabor me lembrou muito o chocolate com pimenta preparado por Viviane Rocher no filme Chocolate. Se eu já conhecesse o Yogi Tahitian Vanilla Hazelnut àquela época, não teria morrido de calor ao tentar tomar um chocolate quente em pleno verão cascavelense…

Resumindo, adorei. Pena que acabou tão rápido, mas pelo menos eu já sei onde comprar mais: os chás estão à venda na Amazon. Se você gosta tanto de chá quanto eu, fica a dica.

p.s.1: Eu cresci e aprendi a gostar de castanhas e nozes. Hoje, não passo um dia sem consumi-las. Elas fazem muito bem para a saúde, viu?

p.s.2: A citação que inicia o post veio impressa na etiqueta do sachê. Uma coisa que me encanta nos chás importados é o capricho com que são feitos. Porque as empresas brasileiras não aprendem?

Uma vida mais verde é possível?

August 27th, 2008

Salvar as baleias, a Amazônia, acabar com a queima de combustível fóssil na China. Se salvar o planeta, para você, é uma coisa grande e distante, pense de novo. É possível causar menos impacto no ambiente mudando pequenos hábitos cotidianos.

Eu decidi que 2008 seria o ano de ficar verde. E acho que estou conseguindo: não pego mais sacolas plásticas quando faço compras (ou vai pra bolsa, ou vai pra minha sacola de lona de carregar compras), reduzi o tempo e a temperatura do banho (essa é a mais difícil), estou comprando bem menos coisas (e o dinheiro está sobrando, iupi!!!), reduzi tremendamente o meu consumo de papel.

Essas mudanças tiveram um impacto positivo, no meu consumo, no meu dinheiro e na minha personalidade. Saber que eu não preciso me preocupar com quilos de papel de rascunho na gaveta do armário me deixa leve. E isso tem efeito na minha forma de ver o mundo.

Ainda tem muita coisa que pode ser feita: eu quero descobrir um jeito (leve) de carregar a água de casa para a faculdade (a água do bebedouro, lá, chega a ser branca de tanto cloro), acabar com o consumo de refris (minhas coxas também vão agradecer), desperdiçar menos comida e comprar mais orgânicos. Acabar com a tralha que me cerca, doar os livros que eu não vou ler mais, tem tanta coisa que eu posso fazer… Já comecei a doar as coisas por aí, mas ainda tem muita coisa aqui que eu não uso.

O No Impact Man publicou uma lista de quarenta passos para proteger a vida na Terra. Aí embaixo vão os meus sete favoritos:

  1. Evitar comida pronta. Entre comprar um pão ou fazer, eu faço. A não ser que o pão vá estragar por falta de boca para comer. Isso evita o gasto de energia da embalagem, o transporte, da produção industrial. Fora que fazer pão é uma delícia. Isso serve para tudo, inclusive para suco concentrado e sopa de pacote.
  2. Separe o lixo. Todo mundo sabe da importância de separar o lixo. Por que tão pouca gente separa?
  3. Coma menos carne. Eu sou filha de pecuarista, mas não posso deixar de reconhecer que a produção de carne tem um impacto ambiental alto. Se você come menos carne, diminui a necessidade de produção. Simples assim.
  4. Coma menos. Se você está acima do peso, tá guardando energia que não precisava. É, amiguinho, comer direito faz bem pra natureza.
  5. Olhe o peixe que você come. A Lúcia Malla fez um guia de consumo responsável de peixes e frutos do mar. Cação, salmão, atum: a gente vai ficar sem daqui a pouco, se continuar do jeito que a coisa vai. É melhor comer tilápia, que é macia e saborosa.
  6. Evite produtos de limpeza. Ninguém quer a casa suja, mas não precisa ter um milhão de limpantes na área de serviço. Água, vinagre, limão e bicarbonato dão conta de muita coisa, como eu comentei (por alto) aqui.
  7. Passe um mês sem comprar nada além do necessário. Você precisa comprar um sapato por mês? É, eu também não. E aquele livro que você comprou, não poderia emprestar da sua amiga? Ficar um mês sem comprar nada além do necessário (comida, combustível, material de higiene) é uma ótima experiência, e você ainda economiza pra viajar no fim do ano!

E você, cuida do impacto ambiental da sua casa? Conte pra gente como você faz isso!